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Friday, October 22, 2004

 
There was a girl and her uncle sold her...*

Eu gosto de músicas sofridas. na verdade, eu acho reconfortante o sofrimento teórico. Vai ver que o sofrimento alheio fica bonito, diferente do meu próprio que só faz doer e me acordar de madrugada com pontadas no peito. Existem músicas que, cantadas pela pessoa certa, me fazem sentir na pele todo sentimento trasnmitido, mas da mesma forma como começam, se vão e sobra apenas a minha própria dor. Mas essa já é velha companheira e eu consigo lidar razoavelmente bem.

Bang,Bang é uma dessas músicas que me fazem quase chorar. existem zil versões dela, mas Nancy Sinatra impera e quase morro sempre que ouço. He didn't even say goodbye bang, bang. Pancada no coração. He didn't take the time to lie. Som seco de coração despedaçado. E até hoje eu choro. bang, bang, Nancy, você me pegou nessa. Te entendo, gata. Tua dor é a minha e eu choro contigo. Mas aí a música acaba e eu volto pro meu vazio. Eu não brincava de cowboy com ninguém. Eu não usava branco e nem caía no chão. mas eu tive alguém que chamava de meu e que se foi, que nem o teu alguém, Nancy. Mas senta aqui e vamos tomar um drink. Amanhã é outro dia.

Como vocês perceberam, eu gosto de Chico Buarque. E minhs preferidas são as mais desesperadas. Eu te amo é uma canção tão bonita, tão devotada, tão desesperançada que chega a ser uma maldade ela ter sido gravada. E ainda em dueto. É o tipo de amor que todos mereciam viver, mesmo que uma vez só na vida e se lamentar de ter perdido e ter de reiniciar toda uma vida. Mesmo tendo rompido com mundo, queimado navios e ver o paletó enlaçando vestido. Crueldade, Chico. Das grossas. Outra dele que é matadora se chama Vitrines. O mais interessante é que a melhor versão é uma banda que já acabou: Glamourama. É sofrimento musicado, é cantar com vísceras, como a letra da música bem pede. Passas sem ver o teu guia, catando a poesia que entornas no chão... Imagine só alguém ser tão, mas tão maravilhoso que entorna poesia por onde passa. E você lá, se contentando em catar as sobras que se espalham pelo caminho trilhado por aquele alguém que nem te nota. É, Chico, ter escrito isso foi covardia. É, Glamourama, dar o toque de angústia que faltava à música foi desumano.

O Cafe Tacuba faz umas maldades dessas também. Em menor escala, porque eles são mexicanos e gostam de finais felizes. Há alguns deslizes e finais tristes, mas sempre com alguma esperança, como em Avientáme que eles dizem me duele que no estes y tu te vas. Como assim amar alguém que sabe da dor que causa cada partida sua e, ainda assim, se vai. Nessa mesma música ainda terminam com um en espera de que vuelvas y tal vez vulevas por mí. Vê, como são mexicanos e esperam sempre um final feliz? Em outra música há a frase: Aqui estoy a tu lado y espero
aqui sentado hasta el final. Ora, caramba, é muita esperança. Muita fé de que a pessoa vá finalmente perceber porque estamos ali, do lado, esperando pacientemente que ela se perceba apaixonada e se jogue nos nossos braços.

Sim, existem muitas mais músicas tratando de sofrimento muito melhor do que essas. Eu sei. Mas essas são as que mexem comigo e que me lembrei agora. São as que me vieram à cabeça e trouxeram aperto no peito. Aquelas que vou ouvir em loop daqui a pouquinho. As que me farão sonhar e pensar, por alguns minutos, que minha dor é bonita, poética e merece ser imortalizada nalguma bela voz. Porque problemas todo mundo tem e os meus serão sempre maiores do que os teus. Por que? Porque são meus!

*Fragmento de American Gods
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 2:29 PM