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Monday, May 30, 2005

 
Agora eu era o herói...

Era verão, mas umv erão daqueles bons, que aumenta a luxúria, não a temperatura corporal. Ou seria, na verdade, uma primavera um pouco mais quente do que o normal? Não importa. Se conheceram por acaso, quando ela pediu a caneta emprestada para anotar uma bobagem qualquer e acabou se vendo refletida naqueles olhos claros que pareciam pedir que se mergulhassem neles para sempre. Anotou, devolveu, sorriu. Um tipo de sorriso secreto que nem sabia ter.

Ele comentou sobre o calor. Ela disse que o tempo estava até agradável pros padrões de onde viera, dizia sentir saudade do calor de sua terra natal, coisa da qual sempre reclamara. Conversa boba, ela só queria mesmo dizer que não era dali, se mostrar relativamente sentimental. Ele sorriu e ela soube que era ele. Aquele por quem ela tinha esperado a vida inteira, era O cara. E ela precisaria tê-lo. Já.

Ele convidou para beberem uma coisa numa estabelecimento própximo. Ela aceitou, mais por nunca ter conhecido ninguém tão diferentemente bonito do que pela precisão. Não interagia com ninguém de fora do seu mundo há tanto tempo que não haveria mal nenhum em se dar essa chance. Ela só não disse que estava só de passagem, que seu tempo naquela terra já se estava esgotando. Ela precisava destruir uma coisa bela, aquela parecia ser sua chance.

Maldade pura. Ela era má, trazia tantas cicatrizes que decidiu que era hora de revidar. Mas ela não contava com tamanha gentileza, cordialidade, beleza, doçura e amor pela vida que ele irradiava. Por mais que refreasse seus instintos, ele acabou por conquistá-la. Ela conseguiu mais tempo lá, se esqueceu da saudade de casa, de suas mágoas, de sua crueldade, de tudo. Só pensava nele, no cheiro dele, no olhar dele - que era sempre carregado de uma certa curiosidade infantil, como se o mundo fosse uma grande novidade -, no som doce que ecoava toda vez que ele gargalhava, nos sussuros dele, no toque carinhoso da pele dele de encontro a sua. Ele. Sempre.

Um dia, ela acordou e ele não estava lá. Tinha ido. Nesse exato momento, ela se lembrou de todas as maldades que planejara em segredo, de todas as coisas ruins que pensara em fazer com aquele rapaz e sorriu. Um sorriso triste e achou um bilhete. Dele. Dizia que precisou sair, mas que voltava no fim da tarde e faria o jantar, para compensar a saída furtiva. Ela arrumou as malas, pegou uma foto dos dois e saiu, passando os olhos pelos cômodos, como quem tenta se agarrar a lembranças boas. No caminho para o aeroporto pensou tê-lo visto. Sacudiu a cabeça e chorou baixinho no caminho de volta à casa.

Conseguira destruir uma coisa bela. Destruira a si mesma, quebrara seu próprio coração. Mas daqueles lindos olhos, nunca mais se esqueceria. E aquele sorriso matinal que só ele tinha a persegue até hoje em doces sonhos. Nunca se sentiu tão sozinha e tão bem consigo mesma. E ela nunca mais teria seu coração quebrado, porque jamais ele seria colado de novo. Ela sabia disso e se aconchegava mais e mais a seu travesseiro, buscando nele um cheiro do qual nunca se esqueceria.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 2:05 PM