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Sunday, October 31, 2004

 
Existem músicas que pedem uma safadeza. De strip-tease a foda selvagem. Pode não dizer para você, mas diz pra mim e , bem, sou EU falando aqui, logo a tua opinião não vai me importar lá grandes coisas. Ou não.

- Edge of the world é a música que mais pede que se tire a roupa no mundo. A batida, a voz do Mike Patton falando dum dárárá... Poucas cousas me fazem querer mais tirar a roupa.

- Son of a Preacher Man me deixa bastante sapequinha. De repente é aquela coisa de the only boy who could ever teach me was a son of a preacher man, tem uma coisa de proibição. Afinal, é o filho do pastor, né?

- Push it me dá tesão. É trepada com puxão de cabelo, tapa na bunda, algema, arranhão, mordida. Dessas de deixar hematoma e fazer a gente se perguntar se alguma das personalidades anotou a placa do caminhão que atropelou.

- Avientame é pra fazer amor gostosinho e dormir junto de colherinha depois. Mesmo a letra sendo sofrida pacaraleo e falando de separações e amor bandido. Vá entender.

- O Meu Amor é uma coisa dúbia, ela pode ser pra pré-coito entre casais apaixonados ou pode ser uma gabolice pós-coito pra amigas solteiras, que não conseguem nem uma fodinha no banco do carro.

Sei lá, estou musical esses dias. Musical e péla. E quero um all star azul e um preto - de cano alto - que combine com o meu.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 3:57 AM



Saturday, October 30, 2004

 
Descobri, finalmente, o horário de escrava isaura e já consegui ver uns pedaços de um capítulo.

Eu sou demais!
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 6:03 PM



Thursday, October 28, 2004

 
Então, depois de todos os exames feitos, tudo quase pronto para a operação (lado emocional incluso) descobre-se que ela não será necessária. Na verdade, foi tudo um susto. Todo o mal estar era parte de uma reação alérgica a um medicamento de qualidade não tão boa assim. Nada como um médico de confiança e sabedor do caso para tranqüilizar pacientes. A boa notícia é que se realmente houver qualquer necessidade de anestesia será apenas para que costure um pedaço mínimo onde nasceu uma fístula.

E a Maison Garbo voltou a ser um local habitável. O ar não tem mais aquele peso todo e Dona Vovó está até sorrindo, veja você. (Tudo bem que eu estava descofiando disso desde hoje pela manhã, quando ela veio brigar comigo). A todos que deram forças e afins, meu muito obrigada. De coração mesmo.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 8:02 PM



Wednesday, October 27, 2004

 


Querido Papai do Céu,

muito grata por esse tipo de pessoa.

Com amor,

G.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 3:49 PM



Monday, October 25, 2004

 
Eu gosto de atenção. Até curto posar um pouco como auto-suficiente, mas como já disseram é impossível ser feliz sozinho. E hoje eu percebo isso. Não hoje num sentido de nessa idade, nesse estágio de amadurecimento. Hoje, dia 24 de outubro de 2004. Só por hoje eu não quero mais sentir, não quero mais chorar, não mais me aborrecer. Quero apenas um colo onde descansar. Um cheiro bom, de capim, de mar, de primavera e de sossego. Quero um carinho e um alguém que kiss my pain away. Estou me sentindo felina hoje. Sabe gato quando senta no colo e fica esfregando a cabeça na mão, pedindo um afago? Estou assim. Queria me enrolar num colo e ficar lá até passar esse aperto e a resposta for "está tudo bem, foi só um susto, pode ir pra casa".

Não queria passar por isso tudo sem ter com quem ficar triste. E eu não posso ficar triste pra ela. Eu tenho que ser forte, tenho que ser aquela com quem se pode contar na hora do aperto, não posso desmontar, não posso ceder. Por isso eu quero um colo agora. Hoje. Ela precisa descansar, eu preciso desabar. Mas assim como não há resposta pra ela, não há conforto pra mim. E assim, vamos as duas, caminhando e esperando e chorando escondido, porque precisamos contar uma com a força da outra.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 11:59 PM




 
Por que não passa A Escrava Isaura aqui? Todo dia é a mesma coisa, eu ligo a televisão, esperando ver o remake e me aparece o Wagnar Montes lá (lálálálálálálá...). Acho isso uma safadeza com o espectador daqui. Protesto registrado, vambora seguir com o assunto(!?).

*****

No rol de músicas sofridas, esses dias me lembrei de Vambora da Calcanhoto. E hoje tudo que eu queria era alguém entrasse por aquela porta agora e mudasse minha vida em meia hora. mas adivinhem só, não vai acontecer. Porque isso só existe em música, pra afzer a gente de bobo.

*****

Eu queria sair Daqui e ir pra Lá. Não para sempre, apenas por uns 5, 6 anos. Ou dormir a cordar com a vida resolvida. Mas também não vai rolar...

*****

Situação na Maison Garbo anda esquisita. A cicatriz de Vovó do Surto está abrindo. Talvez ela precise operar novamente. De acordo com minha fonte de informações (ela mesma), a situação está feia, muito feia. Eu acredito que isso tudo seja Dona Vovó somatizando todas as coisas que nos aconteceram nos últimos 2 anos. Nos aconteceram sim, porque, por mais que eu tente me excluir da vida familiar, moramos juntas, a coisa de 2 metros uma da outra, e o quie acontece com ela, me afeta. Até porque Vovó não é de guardar problema e espalha tudo aos 4 cantos, logo, eu sempre sei do que acontece. Estou meio chateada, meio preocupada, meio mussarela, meio calabreza. realmente não sei o que esperar de mais uma operação dela, deveria estar acostumada, afinal, desde que me entendo por gente ela opera de tempos em tempos, mas confesso que dessa vez estou muito mais assustada do que antes.

*****

Parece que a nuvem negra que anda pairando sobre a minha cabeça não é de chuva. É de merda mesmo.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 6:48 PM



Sunday, October 24, 2004

 
Sugestão de presente:

 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 9:47 PM



Saturday, October 23, 2004

 
Eu sou uma diva excêntrica (porque brega, cafona,maluco e fora da realidade são vocês). E mantenho hábitos musicais considerados não-bons pelos meus amigos. na boa, não me importo, não faço eles ouvirem nada do que eu gosto, mas não escondo. O primeiro disco que eu pedi na vida foi um do Chitãozinho & Xororó. Eu gosto de música sertaneja SIM, nada dessas coisas cornas-ela-me-deixou, mas sou apaixonada por moda de viola. Acho bonito, poético, romântico e sofrido. Se tudo me restasse pra marido fosse um fazendeiro, peão de alma, desses bem machistões, que saísse de manhã pra lida e quando estivesse voltando pra casa me avisasse através do toque do berrante e me levasse pra rodeios, eu seria bem feliz. Viraria esposinha que espera pelo seu peão na soleira depois do berrante com a cuia dele pronta e a comida indo pra mesa. Dona de casa que cuida dos filhos e fica olhando pro horizonte esperando o marido que foi levar uma boiada pra longe. E tudo isso com um tremendo sorriso nos lábios.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 7:00 PM



Friday, October 22, 2004

 
There was a girl and her uncle sold her...*

Eu gosto de músicas sofridas. na verdade, eu acho reconfortante o sofrimento teórico. Vai ver que o sofrimento alheio fica bonito, diferente do meu próprio que só faz doer e me acordar de madrugada com pontadas no peito. Existem músicas que, cantadas pela pessoa certa, me fazem sentir na pele todo sentimento trasnmitido, mas da mesma forma como começam, se vão e sobra apenas a minha própria dor. Mas essa já é velha companheira e eu consigo lidar razoavelmente bem.

Bang,Bang é uma dessas músicas que me fazem quase chorar. existem zil versões dela, mas Nancy Sinatra impera e quase morro sempre que ouço. He didn't even say goodbye bang, bang. Pancada no coração. He didn't take the time to lie. Som seco de coração despedaçado. E até hoje eu choro. bang, bang, Nancy, você me pegou nessa. Te entendo, gata. Tua dor é a minha e eu choro contigo. Mas aí a música acaba e eu volto pro meu vazio. Eu não brincava de cowboy com ninguém. Eu não usava branco e nem caía no chão. mas eu tive alguém que chamava de meu e que se foi, que nem o teu alguém, Nancy. Mas senta aqui e vamos tomar um drink. Amanhã é outro dia.

Como vocês perceberam, eu gosto de Chico Buarque. E minhs preferidas são as mais desesperadas. Eu te amo é uma canção tão bonita, tão devotada, tão desesperançada que chega a ser uma maldade ela ter sido gravada. E ainda em dueto. É o tipo de amor que todos mereciam viver, mesmo que uma vez só na vida e se lamentar de ter perdido e ter de reiniciar toda uma vida. Mesmo tendo rompido com mundo, queimado navios e ver o paletó enlaçando vestido. Crueldade, Chico. Das grossas. Outra dele que é matadora se chama Vitrines. O mais interessante é que a melhor versão é uma banda que já acabou: Glamourama. É sofrimento musicado, é cantar com vísceras, como a letra da música bem pede. Passas sem ver o teu guia, catando a poesia que entornas no chão... Imagine só alguém ser tão, mas tão maravilhoso que entorna poesia por onde passa. E você lá, se contentando em catar as sobras que se espalham pelo caminho trilhado por aquele alguém que nem te nota. É, Chico, ter escrito isso foi covardia. É, Glamourama, dar o toque de angústia que faltava à música foi desumano.

O Cafe Tacuba faz umas maldades dessas também. Em menor escala, porque eles são mexicanos e gostam de finais felizes. Há alguns deslizes e finais tristes, mas sempre com alguma esperança, como em Avientáme que eles dizem me duele que no estes y tu te vas. Como assim amar alguém que sabe da dor que causa cada partida sua e, ainda assim, se vai. Nessa mesma música ainda terminam com um en espera de que vuelvas y tal vez vulevas por mí. Vê, como são mexicanos e esperam sempre um final feliz? Em outra música há a frase: Aqui estoy a tu lado y espero
aqui sentado hasta el final. Ora, caramba, é muita esperança. Muita fé de que a pessoa vá finalmente perceber porque estamos ali, do lado, esperando pacientemente que ela se perceba apaixonada e se jogue nos nossos braços.

Sim, existem muitas mais músicas tratando de sofrimento muito melhor do que essas. Eu sei. Mas essas são as que mexem comigo e que me lembrei agora. São as que me vieram à cabeça e trouxeram aperto no peito. Aquelas que vou ouvir em loop daqui a pouquinho. As que me farão sonhar e pensar, por alguns minutos, que minha dor é bonita, poética e merece ser imortalizada nalguma bela voz. Porque problemas todo mundo tem e os meus serão sempre maiores do que os teus. Por que? Porque são meus!

*Fragmento de American Gods
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 2:29 PM



Thursday, October 21, 2004

 
Por que eu leio blógues? E por que não lê-los? Existe muita coisa boa nessa atmosfera formada por pseudos-escritores-frustrados-mas-nem-tanto. Existem os amigos que nos informam de seu dia-a-dia, evitando que se conte a mesma história algumas vezes via mêssênê e icêquê; tem o pessoal que nunca vi, mas que leio há tanto tempo que parece que já os conheço de longa data e muitas cervejas; tem aqueles que leio só pra passar raiva e lamentar o abandono da faculdade de letras. Tem uns que leio só pra me divertir e aqueles que me fazem pensar na vida, no universo e tudo mais.

Eu leio porque tenho tempo de sobra. Eu escrevo porque não tenho vergonha na cara e ainda não aprendi - ou percebi - que blógues deveriam ser limitados a quem realmente tem algo a dizer ou sabe filosofar sobre o nada com maestria. Sim, porque apesar de pífia escritora que sou, tenho o bom senso de não violentar a última flor do lácio corrompendo todo o esforço de gramáticos que dedicaram suas vidas e sinapses cerebrais fundamentando regras e afins para que todos pudéssemos nos entender razoavelmente.

Gosto dos que me divertem, dos que me informam. Com os que me fazem refletir, mantenho uma relação de amor e ódio, porque pensar é cansativo. Concatenar idéias e formar opiniões pode ser doloroso, mas faz parte do crescimento (?!) de todos nós. Expressá-las não é necessário, mas fundamentá-las, sim. Por mais que eu diga disparates e fale impulsivamente, gosto de refletir sobre o que digo. Me agrada não dizer de cara minha opinião sobre assuntos polêmicos, ponderar sobre todos os lados disponíveis de uma situação. Mas isso não tem nada a ver com ler blógues. Saí do assunto. Deve ser por isso que nunca me aventurei a escrever nada que contivesse mais do que 3 páginas e não fosse trabalho acadêmico. Acho que se , algum dia, escrevesse um livro, ele chegaria ao fim falando sobre algo completamente diferente do que poderia ter sido o começo.

Olha a diva maluca fugindo do assunto de, novo! É, deixa eu parar por aqui...
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 10:39 PM



Monday, October 18, 2004

 
Me dizem que homens não gostam de mulheres com muita atitude, que não gostam de mulheres carentes, que não gostam das submissas, que não toleram isso ou aquilo. E eu só me pergunto se, efetivamente, eles ainda gostam de mulheres at all.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 7:48 PM




 
O processo seletivo continua. Quando eu estava Lá, me ligaram e depois de conversinhas para lá e para cá nos entendemos e fui ao lugar hoje. Fiz um teste meio escroto. Desses em que nunca se sabe o que responder, com aquelas opções de "não rola, mais ou menos, pode ser, é uma , totalico". Desculpem-me os psicológos, mas eu sou muito mais complexa do que simples opções. Ou mais do que essas opções. Depois, uma prova de português de múltipla escolha. Alguém poderia avisar a essas pessoas que a língua portuguesa é mais do que emprego de crase, colocação pronominal e função sintática? Aposto que o gênio que bolou aquela prova (com interpretação de trechos d'O Ateneu - que é um livrinho bem bunda, com o perdão da palavra) sabe menos de língua portuguesa do que eu. Mas está com emprego e eu não.

Pela primeira vez nesse processo seletivo não sei como me saí. Sinceramente não faço a menor idéia e isso me deixa insegura, porque nas outras fases todas eu sei que fui bem. E achei desnecessária essa prova de português. Porra, já escrevi DUAS redações imensas, já conversei com as pessoas. Eles deveriam estar conscientes de minha fluência verbal. E juro que se não tivesse gongado tanto a galera de lá, teria dado o endereço daqui*. Não que fosse adiantar em muito, mas já era algo.


*Claro que depois de uma grande revisão, afinal, aqui é latinha de lixo emocional e eu escrevo mais ou menos como as coisas me vêm à mente e, muitas vezes, elas fazem bem pouco sentido. Ou estão corretamente escritas...
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 3:17 PM



Sunday, October 17, 2004

 
Eu quero viver um grande um amor. Em Paris. Um grande amor que comece numa primavera e termine num outono, quase quando o inverno chega. E quero fazer pique-nique no Champs de Mars e caminhar de mãos dadas pelos arredores de Montmatre e ver o pôr-do-sol às margens do Rio Sena. Gargalhar das pequenas coisas enquanto vejo a vida passar, sentada em um dos cafés do Quartier Latin. E tomar sol nas Tuilleries. E ver filmes melados num cinema da Gobelin. Correr da chuva pelo Beaubourg e me beijar na chuva no Marrais.

E então, quando o inverno começar a chegar e o Grande Amor estiver fadado ao final, ele me dirá baixinho "como, se nos amamos feito dos pagãos, teus seios ainda estão estão nas minhas mãos. Me diz, Cabrocha, com que cara eu posso sair daqui? Meus navios estão queimados, minha menina, e nesse teu coração bagunçado, meu sangue errou de veia e está perdido. Como eu posso sair daqui, como?". E eu me derreterei. Mas ainda assim, saberei que está tudo acabado e que quando acordar pela manhã ele terá se despedido de mim com um bilhete e uma rosa. Vermelha.

E nos lençóis o cheiro dele me adormecerá e curará as feridas, porque eu sei que nosso Grande Amor durou o que tinha que durar. E talvez nos encontremos de novo. Talvez não. Mas ele será sempre o meu Mestre-Sala, o Meu Amor que com seu jeito manso ria do meu umbigo, me cravava os dentes, aquela que não se importava de não ser o primeiro, mas que queria ser o único.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 3:52 PM




 
As incríveis aventuras de Lady Greta no Principado Germânico.

Foi bastante divertido e eu estou descadeirada. É, foi uma viagem repleta de primeiras vezes e cada uma teve seu gosto especial e diferente. Foi também cheia de carss novas e promessas de amizades boas. Não nego que me decepcionei aqui e acolá, mas isso estava previsto e foi amortizado por algumas surpresas inesperadas.

É isso. Sumi por uma semana porque estava visitando amiguinhos de lá. Agora vou matar as saudades dos daqui.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 1:28 PM



Saturday, October 09, 2004

 
I'm a girl without conviction.

Porque, algumas vezes, só Culture Club salva.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 2:01 AM



Thursday, October 07, 2004

 
O maior problema nas relações entre pais e filhos é que eles (os pais) não compreendem que a gente precisa ter alguns segredos deles. Que algumas coisas eles simplesmente nunca entenderiam por mais liberais e liberados que sejam. Sem contar o fato de nos empurrarem sempre o tel do espírito de família. Sim, porque esse só serve quando é de cima para baixo - ou seja, nós temos que ter espírito de família quando é pra fazer algo por eles ou pelo mané do irmão mais novo, mas a recíproca, não necessariamente, é verdadeira.

Sabem, eu acho família uma coisa mega legal, mas pra visitar aos domingos. Valoriza a presença e a gente deixa de ser o loser da família pra ser a pessoa introspectiva, excêntrica, quase um paulo coelho em matéria de misticismo familiar. Aí, sim, é bom. Mas essa convivênciazinha de todo dia desgasta os laços. E isso acontece em qualquer tipo de relação, você simplesmente não dá valor porque a pessoa está ali, ao alcance da mão, não se sente saudade, as pequenas surpresas desaparecem. É, eu odeio rotina com todas as minhas forças. E estou num mau humor do caralho. E, sim, estou indo ali esfriar minha cabeça dos problemas daqui.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 11:52 PM




 
Vencido em meu castigo
eu trago a paz comigo
de volta pra ficar.
Recolhe meus pedaços,
me acolhe em teus braços,
toma o espaço dessa dor
e o teu lugar.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 1:11 AM



Wednesday, October 06, 2004

 
Está tudo cinza sem você, está tão vazio, e a noite fica sem porquê...

Hoje foi a fase final do "processo seletivo". A caléga que me entrevistou me explicou mais a fundo qual é exatamente o trabalho. (Na boa, por que eles não dizem tudo de uma vez? Toda hora que vou lá fico sabendo mais um pouquinho do que é para afzer, acho sacal isso). Na teoria a job description me empolgou muito. Porque é estágio na área de verdade, não aquela palhaçada de servir café, o que é muito comum na profissão que eu escolhi. me empolguei, confesso minha culpa.

Segundo a moça que me entrevistou hoje - e disse ter gostado muito da minha crônica -a respota vem ainda essa semana. Energias positivas, sim?
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 2:31 PM



Tuesday, October 05, 2004

 
No one is gonna drag you up from the life where you belong...

Como assim, Dona Ace Of Base? Se eu nem sei onde está essa vida a qual pertenço, como ninguém vai me tirar de lá? Dona Ace Of Base, e se eu não tiver as pulseiras vips ainda assim me reconhecerão como pertencedora daquela vida? Em caso negativo, a Senhora poderia me tirar dessa vida aqui?
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 2:49 PM




 
Eu: você vai me odiar porque eu fumo? e porque eu falo palavrão
Camila: maconha? maconha é ruim, écati
Eu: não cigareenhos normais
Camila: cigarro tb é, mas eu não odeio quem fuma cigarro não
Eu: ai, você vai me odiar
Camila: e puta merda, eu falo palavrão pra caralho
Eu: e vai me mandar pra micareta dos adevogados e vai me dar bolo e eu vou ser agarrada por um garotão sarado que beija que nem gatinho tomando leite e me chamará de potranca glamourosa do rio
Camila: vaaaai ordinááááária
Eu: ééé, ele vai me dar tapas na bunda ao som de axé
Camila: psiu psiu, coisinha linda do bumbum empinadinho
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 1:57 PM



Monday, October 04, 2004

 
Eu sou humana e como tal tenho uma certa tendência a idealizar pessoas. Não todas as pessoas, apenas a pessoa com quem eu gostaria de passar o resto da minha vida. Aquela pessoa, que certamente não existe, mas que minha mente dodói gosta de criar para aquecer meu pobre coração de diva. Dentre as predileções físicas, só faço questão que seja mais alto do que eu e tenha ombros largos, onde eu posso ficar aconchegada nos dias frios e onde eu possa deitar a cabeça e mostrar para todos que ele é meu. E nós passeamos de mãos dadas e ele me põe no colo nas pedras do Arpoador pra ver o pôr-do-sol. Ou apenas ficamos num dos decks da Lagoa vendo um dia outono passar enquanto conversamos sobre tudo e nada. Nós viajamos para lugares frios e trepamos à beira da lareira, sobre um tapete fofo de pele e dormimos vestindo apenas o cobertor. Nós temos um gato e ele se chama Shadow e me faz companhia enquanto você não vem. Eu a tua menina, você é meu rapaz e nosso corpos sabem o bem que nos fazemos. Você me procura no meio da noite, tanto para o sexo, quanto para o abraço e se eu tenho pesadelos, meu rapaz, você me põe no colo e beija minhas lágrimas para longe e adormeço no teu peito, com teus cafunés, embriagada pelo teu cheiro. Você faz atividades físicas, não para ficar malhado e sarado, mas para manter a saúde e me abraça suado e me roda no ar, como se eu fosse tua boneca, e me carrega para o chuveiro e te esfrego as costas. Você me acorda com beijos e eu te levo café na cama. Você aperta a pasta de dentes no meio, você nunca abaixa a tábua da privada, não lava a louçe nem a roupa. Você é machista, meu rapaz, mas me beija e eu deixo tudo passar. Sim, nós brigamos, mas sempre fazemos as pazes porque sabemos ceder, os dois. Meus amigos te acham supimpa, teus amigos me acham uma brasa, mora e eles se gostam entre si também. Você chegou tarde do trabalho e não me avisou de onde estaria, você esqueceu nosso aniversário, mas encheu a nossa cama de pétalas de rosa, me pediu desculpas e eu relevei. Eu esqueci que iámos jantar fora, esqueci do aniversário da tua mãe e me desfiz em desculpas e te fiz massagens e fizemos as pazes gemendo de felicidade. E nós tivemos nossos filhos e eles os deles. E nós contamos histórias de como fomos e ainda somos felizes. E eu ainda sou a tua menina, mesmo enrugada e sem forças.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 9:44 PM




 
Nota mental: escutar as músicas antes de jogar nas pastas.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 9:02 PM




 
Sabe empatia automática? Pois é, estou vivendo um momento assim. Primeiro descobrimos que somos fãs de sotaques, depois veio Artur. Depois mêssênê. E então percebi que temos mais em comum do que pensava. Eu gosto dessas pequenas surpresas enscondidas. A moça virou minha amiga e e ainda é a Greta Garbo da cidade de São Paulo.

E o Rio de Janeiro te espera, Camilão, para abalar as estruturas.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 6:29 PM




 
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 3:43 PM




 
Já que a onda é revelação: eu não suporto Godard. Acho os filmes dele chatos, arrastados e sem sentido. E sonífero. Às vezes, penso em comprar algum filme dele para momentos de insônia. Já dormi de quase roncar em cinema vendo filme do Godard. Mais de uma vez.

Não gosto também de livros escritos por "donos da verdade". Eles escrevem de forma tão enrolada que te fazem sentir aquelzinho que vai pro canto da sala com o chapéu de burro. Semiótica é legal. Semiólogos ( semióticos?!) são pedantes e acham que são os bam-bam-bans do universo. Não rola, desculpa aí, gatinho, mas ou explica for dummies ou não tem conversa.

É, na verdade meu problema é com intelectualóides mesmo. Gente que se acha o fino da bossa por ser especialista em porra nenhuma. Bem melhor ser eu, sabem? Eu sei pouco sobre um monte de coisas divertidas (por exemplo que as filhas gêmeas da Adriana, que foram do Balão Mágico e cantavam "ô bruxinha bonitinha da vassoura de capim", se chamam Natana e Tuany) e sempre tenho assunto em qualquer roda. Muito mais lazer do que poder discorrer sobre o único cineasta independente no Iraque de Saddam Hussein, que foi perseguido durante anos por fazer cinema de protesto num regime ditatorial. Não, né?
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 12:31 AM



Sunday, October 03, 2004

 
Querido Papai do Céu,

muito obrigada por Chet Baker. E muito obrigada pelo moço que me apresentou a ele.

Um beijo,
Greta Garbo.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 7:26 PM




 
A Camila eu descobri depois de um comment que ela me deixou. Mas nunca parei para efeitvamente ler o blógue dela. E hoje, que estou tão lusco-fusco quanto o tempo lá fora resolvi ler mais coisas. É, além de sermos as duas apaixonadas por sotaques, somos devotadas a Artur. É, aquele de Camelot. Pois, enquanto a maiora absoliuta das meninhas gosta mesmo é do Lancelot, eu sempre fui apaixonada por Artur.

Quando li as Brumas de Avalon, Uther era meu modelo de homem-macho. Sempre o imaginava como o Rútiguêr Ráuer em O Feitiço de Áquila. Nunca me interessou o que pudessem dizer de Uther, ele era o Capitão Etienne Navarre, era essa a imagem pra mim e acabou-se. Depois veio Artur. E pra mim ele sempre foi O cara. Uma espécie de Heitor de Tróia (esse, SIM, minha verdadeira paixão descontrolada) da Idade Média. Não sei se é pelo fato de a maioria das pessoas da história possuir cabelos negros ou vermelhos e ele ser descrito como loirinho, mas sempre me pareceu o mais limpo da parada. O mais digno. Eu sempre quis ver as tatuagens que ele carregava nos pulsos. Queria cavalgar com ele pelos campos da Bretanha e dormir com ele sob as estrelas. Lancelot é até gente boa, mas nunca me despertou tais sentimentos. E Guinevere? Bem, desprezo aquelazinha com todas as forças do meu ser. Isso só pra me limitar à Brumas de Avalon, porque li outras coisas, mas acho essa obra a mais divertidinha sobre o ciclo arturiano.

Então que a Camila também curte o Artur. Também acha que está destinada a pescar porque a alma gêmea é apressada e resolveu não esperar por ela. Porra, essa menina podia ser minha amiga, assim, muito facilmente, sabem? Se ela também tiver uma quada por homens ruivos, eu juro que faço contato direto.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 6:36 PM




 
Deixa eu falar baixinho ou pessoas virão me bater: eu não gosto de Los Hermanos. Acho que o tipo de música que eles fazem é fraco e pífia imitação do lindo, tesão, bonito e gostosão Chico Buarque. Isso sem contar que acho todas a smúsicas bem iguaizinhas, sabem? Ah, ela me deixou e eu perdi o sentido da vida. Aaaaah, mermão, não mete essa! Marmanjo barbado e pagando de sensivelzinho pra cima de moi? Não rola, desculpe, mas não rola mesmo. Perdeu a mulher? Não tem amigos? Tenta tomar um banho e tirar essa barba horrenda, camarada. Porque deve de ser isso. Eles têm cara de sujos. De gente que passa semanas sem ver chuveiro e fede a cachaça e nicotina.

Não sei se é o mesmo com outras pessoas, mas eu preciso gostar da imagem de uma banda/artista pra apreciar melhor o som. Oras, eu quero ir a shows e me sentir confortável e a última coisa que eu me sentiria num show dos Loser Manos é confortável. E aí nem é só pela banda, tem o agravante platéia desse tipo de show. Ou são adolescentes ou hippongas ou indies. Ou alguma combinação bizzarra desses três tipos. E eu tenho muito medo disso. Os adolescentes vão ficar pululando na grade, com todas as letras na ponta de língua e muita emoção na hora de cantar. Os hippongas vão fumar tanta maconha, mas tanta maconha eu vou ficar meio chapada de marola e fedendo à patchulí ( é, maconha tem cheiro de patchulí). E os indies vão ficar com aquele ar blasê de "eu conheço o trabalho da banda desde que eles só tocavam no sarau da *insira aqui nome de faculdade de comunicação*". Eu não tenho paciência pra nenhuma das três vertentes, gosto de ir a show, ver a banda, cantar as músicas que eu sei e me descadeirar de tanto dançar. Não tenho mais diade pra ficar apertada e passar perrengue em grade.

Sei não, mas acho que finalmente a maturidade chegou. Afinal, nos últimos dias só estou me dando conta de que perdi a paciência para todas as coisas que eu gostava quando era adolescente. E estou até atrás de um emprego. É, acho que o espetáculo do crescimento está acontecendo é na minha mente.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 6:09 PM




 
Eu gosto de votar, de verdade. Tenho alguma esperança de poder mudar o mundo através do poder de voto. Rá. Podem apontar e rir, sem problemas. O fato é que desde nova eu sou diva deslumbrada e assim que completei dezesseis anos corri pra zona eleitoral mais próxima e tirei meu título de eleitor. Por aniversarias no início do ano, não peguei fila e meu documento de cidadã ficou pronto dentro do prazo esperado e toda aquela coisa. Era ano de eleição. O distante ando de 1996 é lembrado pela introdução das urnas eletrônicas e por ser a minha primeira eleição como votante.

Claro que a urna da minha seção deu piti. Oras, eu queria votar mesmo era com a cédula, caramba. Tecnologia é para vocês, eu quero depositar o papel e não ouvir um barulhinho bonitinho, puxa vida. Então que consegui isso, mas graças à parca eficiência do T.R.E. levei horas na fila e minha primeira experiência ficou maculada pela queda de pressão que eu tive. Como era de se esperar, teve segundo turno, esse sim, rápido e rasteiro, cheguei, entreguei o título, apertei números e saí da cabine. Assim, como quem rouba. Embora sem todo o glamour da cédula, tomei gosto pela tal da urna. E desde então sempre vou com um tremendo sorriso cumprir minha obrigação cívica.

Embora eu seja uma dessas pessoas que vota por gosto, acredito em voto facultativo. Sou contra essa coisa de obrigar a nação a ir às urnas. Acho que por causa disso é que sempre se elegem as piores figuras, o povo vota em qualquer um que prometa qualquer porcaria a preços módicos ou porque é bonitão. E assim, o que deveria ser escolha consciente se transforma em circo. Acho que de todas as perssoas que eu conheço, sou uma das poucas que realmente votaria se fosse dada a escolha de não fazê-lo. Como disse lá em cima, sou uma boba deslumbrada que acredita em democracia.

Na verdade o que eu queria dizer mesmo é que embora tenha tentado votar no candidato que evita o segundo turno, não consegui. Eu sou comuna demais pra digitar 25.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 6:06 PM




 
Chove sem parar nessa cidade. Muito mesmo e chuva sempre me deixa meio deprê. É aquela coisa de frio, vento e nenhum cobertor de orelha. Principalmente agora que realizei o sonho da cama de casal própria e poderia - num mundo onde Vovó do Surto fosse uma pessoa mais liberal - dormir aconchegada sem desconforto.

Ontem tive a constatação de que estou por demais velha para o esquema pegação de náite. Não tenho mais paciência para chegar em rapazes e não sou atraente o suficiente para que cheguem em mim. E antes que me venham com papo de baixa auto-estima, me defendo: eu sou uma pessoa interessante e sei disso. Porém, fisicamente não sou das presas mais disputadas. Então que os rapazes, normalmente, chegam em mim com o teor alcóolico relativamente alto e não rola muita conversação. Eu estou um pouco cansada disso. Acredito ter passado da fase em que só beijos estalados fazem a noite mais agradável. Desenvolvi uma certa necessidade por conversas ao pé-do-ouvido entremeadas por beijos. A coisa de "e aí, de bobeira? + splish-splash + vou ali e já volto" não faz mais meu estilo tanto assim. É bom, mas eu não quero mais só isso. Estou mais para um clima de sentar, conversar e trocar beijos. Não é que queira um namorado, mas sou uma pessoa carinhosa que gosta de uma coisa mais romatinquinha, às vezes.

*****

Camila , então está fundada a AMAS. E se nós duas fossêmos apreciadoras de sotaque sulista, poderia se chamar AMASSA. E aí os meninos que nos apreciassem poderiam criar uma outra associação chamada AMASSA QUE EU GOSTO. Óquei, eu vou parar por aqui...
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 12:43 AM